Estava morto e tranquilo, mas alguém me trouxe de volta à força.
A dor de cabeça era lancinante, a boca seca, a língua áspera, e o corpo tão pesado que parecia que a alma não conseguia movê-lo. Só o simples ato de abrir os olhos exigiu de Hulmá um esforço prolongado, acompanhado por ondas de tontura. Agora, ele estava semierguido numa sala que lembrava um salão, onde no centro havia uma mesa dos oito imortais coberta de poeira, alguns bancos baixos e quadrados, um fogão feito de pedras enegrecidas pelo fogo encostado à parede, e bonecos de papel encostados no canto, com rostos pintados por sorrisos estranhos. A sala estava repleta de talismãs amarelos e vermelhos, cobertos de inscrições tortuosas.
Ao tentar se mexer instintivamente, sentiu os ombros esmagadoramente pesados e doloridos. Uma corrente de ferro descia das vigas do teto, se bifurcando em duas pontas, cada uma presa a um gancho de ferro. Agora, os dois ganchos perfuravam suas clavículas, e as pontas ensanguentadas saíam pelo peito. Ele já estava trancafiado ali há seis ou sete dias.
Até aquele momento, Hulmá não sabia por que estava ali. Havia acabado de se formar na universidade e conseguido um promissor emprego de segurança em um laboratório de ponta, considerado o mais avançado do mundo. Então, uma explosão repentina aconteceu, e ele se viu flutuando, perdido, durante um tempo indefinido, até que, sete dias atrás, foi atraído por uma voz estranha. Ao segui-la, sentiu como se caísse vertiginosamente. Quando abriu os olhos, já estava preso naquele lugar.
Durante esses seis ou sete dias, sua única lembrança era a de uma velha que, todas as noites, sentava-