De posse de um selo de jade, era possível atravessar livremente para outros mundos. A princípio, tudo parecia indicar que aquele era apenas um mundo antigo e sem grandes mistérios. Sem grandes ambições, Lu Zheng planejava viver como um pequeno comerciante livre, desfrutando da vida de um rico proprietário, rodeado de belas mulheres, passando os dias entre passeios e banquetes, disposto a levar uma existência simples, comum e até mesmo entediante. No entanto, tudo mudou quando, ao oferecer uma refeição a um mendigo à porta, o selo de jade absorveu alguns fios de sorte... Raposas encantadas começaram a aparecer durante o dia, belos fantasmas vinham visitá-lo à noite. Monges taoistas batiam à sua porta, mestres budistas surgiam em seu caminho. Foi então que Lu Zheng percebeu: aquele mundo estava longe de ser simples...
A luz do sol penetrava pela janela, e Lu Zheng acordou meio atordoado, levantando a mão para bloquear os raios que invadiam o quarto devido ao esquecimento de fechar as cortinas na noite anterior. Puxou o cobertor para se cobrir melhor e, após alguns instantes, sua mente começou a funcionar.
Num sobressalto, concentrou-se imediatamente e “viu” em sua mente um selo de jade flutuando no espaço vazio e caótico de sua consciência.
O selo parecia ter o tamanho de um punho, de cor verde-claríssima, com base lisa e sem inscrições, oscilando no espaço mental e emitindo uma luz tênue e difusa.
“Ainda está aqui, ótimo, não foi um sonho!” murmurou Lu Zheng para si mesmo.
Já era a décima oitava vez naquele mês que ele confirmava a presença do objeto ao acordar.
Não era para menos, era algo tão impactante.
Afinal, aquele selo conectava-o a um mundo antigo, permitindo-lhe atravessar entre os dois universos sempre que quisesse.
Sem restrições, sem condições, uma passagem física, levando consigo tudo o que conseguisse carregar!
Lu Zheng respirou fundo, saiu da cama e pegou uma túnica branca de algodão ao lado.
Ao tentar vesti-la, lembrou-se de que estava no mundo moderno, então trocou por uma camiseta e, de passagem, arrumou a cama.
Juntou também as roupas usadas no mundo antigo: a túnica de algodão azul escuro, o manto longo, o chapéu, as botas de sola fina e até a peruca comprada pela internet, organizando tudo num canto.
Após se lavar, pegou o celular e checou o status das encomendas, acenando satisfeito ant