Ao despertar, Morlin encontrou-se preso dentro de um cubo fechado. O espaço ao seu redor não passava de um metro cúbico, envolto por uma carapaça metálica inquebrável, sem comida, sem água, como se estivesse aguardando a morte em um caixão. Em meio ao desespero, Morlin percebeu uma mudança estranha em sua percepção: sua consciência começou a atravessar as paredes, estendendo-se cada vez mais para além dos limites do cubo. O mundo exterior estava repleto de perigos, mas ele estava impossibilitado de se mover, restando-lhe apenas a opção de permanecer escondido dentro do cubo, influenciando aquele universo misterioso à distância. Diante dos curiosos equívocos cometidos pela humanidade naquele lugar, Morlin viu-se obrigado a buscar um caminho próprio, utilizando métodos pouco convencionais para sobreviver e encontrar sua liberdade.