Senhor Fu, se o senhor não vai embora, eu vou.

Senhor Fu, se o senhor não vai embora, eu vou.

Autor: Pequeno Feijão Oficial

Ye Xiaonian já começava a questionar o sentido da própria vida. Seu noivo, que todos os dias declarava amor eterno, a traíra. Tomada pela raiva, ela acabou passando a noite com um desconhecido. Claro, sabia que havia sido impulsiva, mas ainda podia aceitar, mesmo que forçadamente, o que fizera. No entanto... ela acabou tirando uma certidão de casamento com esse estranho. “Três regras básicas, lembre-se delas”, advertiu Ye Xiaonian, acreditando que, com essas regras, tudo ficaria sob controle. Antes de dormir, ainda trancou a porta por dentro, confiante de que estava tudo resolvido. Ao acordar de manhã, havia alguém ao seu lado. Ela se esquecera de quem realmente mandava naquele lugar. Outros romances de Xiaodou: “Amor Dominador: Casamento com o Senhor Mu, Não Seja Arrogante” e “Presidente Sem Coração: Se Não Ama, Por Favor, Deixe-me Ir.”

Senhor Fu, se o senhor não vai embora, eu vou.

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Capítulo Um: Após a Ressaca

— Ah…

Ao despertar de uma ressaca, Ana Ye percebeu um estranho deitado ao seu lado e ficou completamente desnorteada. Num piscar de olhos, correu para o banheiro.

Abaixou a tampa do vaso, agachou-se sobre ele, abraçando a cabeça com as mãos, repassando os acontecimentos. De repente, ergueu o rosto.

Lágrimas escorreram pelo canto dos olhos. Não sabia quanto tempo havia se passado até que, finalmente, se levantou e lavou o rosto.

Ana Ye encarou o próprio reflexo no espelho, sem saber distinguir se as marcas em seu rosto eram de água ou de choro.

Afinal de contas, já havia acontecido, não havia como voltar atrás. Precisava seguir em frente. Deu pequenas batidas nas próprias bochechas, como se estivesse tentando se animar.

Ao sair do banheiro, viu que ele ainda estava lá.

Claro! Não tinha pago ainda, ele obviamente não iria embora. Afinal, cada profissão tem suas regras.

Isso, ao menos, ela podia compreender. Afinal, foi ela quem o procurou, então, por mais que se arrependesse ou se sentisse mal, precisava pagar pelo serviço.

Ana Ye tirou todo o dinheiro que tinha na bolsa e jogou diante dele.

— Aqui, a sua recompensa.

Achou que aquela quantia seria suficiente, pegou a bolsa e se preparou para ir embora.

O homem olhou para o dinheiro lançado na cama, depois ergueu os olhos para Ana Ye.

Diante da falta de reação dele, ela voltou a olhar para o dinheiro.

— Acha pouco?

Ele não respondeu. De repente, ela entendeu.

— Ah, certo, certo… E essa roupa, também. Não tenho mais dinheiro em es

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