Determinado a conquistar o câncer e aliviar as dores da humanidade, Zhou Congwen sofreu um acidente de carro enquanto promovia a técnica de implantação de partículas, falecendo antes de alcançar seu objetivo. Contudo, por um capricho do destino, ele retorna ao ano de 2002, ao início de sua vida profissional, à época em que sua recusa em aceitar o álcool do antigo chefe o levou ao fundo do poço. Aquele homem, ele voltou.
Zhou Congwen estava parado diante de uma porta que lhe era ao mesmo tempo familiar e estranha, absorto em pensamentos. A porta, de madeira, exalava um odor forte de tinta fresca de má qualidade, quase agressivo.
Ele percebeu que havia renascido.
Num instante, o sistema soava alarmes frenéticos, alertando Zhou Congwen a se proteger; no instante seguinte, o brilho vermelho desapareceu e ele se viu diante daquela porta.
A porta do escritório, tão conhecida, silenciosamente lhe informava que era 2002. Muitos anos haviam se passado, mas ele recordava com nitidez que, ao final daquele ano, aquele espaço seria convertido em uma pequena sala de monitoramento da cirurgia torácica.
Uma dor tênue e intermitente atingia seu quadril direito; Zhou Congwen sabia que era apenas uma ilusão, mas a sensação era intensamente real.
Em 2003, o vírus da SARS devastava tudo. Zhou Congwen se voluntariou para combater a epidemia, mas o diretor Wang da cirurgia torácica secretamente reteve as raras máscaras 3M que ele pretendia levar para a linha de frente.
Sem alternativa, Zhou Congwen entrou no campo de batalha usando uma máscara de algodão. Ela não era capaz de proteger contra o vírus, e ele adoeceu. Após longo tratamento com altas doses de corticoides, sobreviveu, mas o pulmão esquerdo perdeu completamente a função e o fêmur direito sofreu necrose avascular.
Em 2008, passou por uma cirurgia de substituição do quadril, atingindo o ponto mais baixo da vida.
Depois disso, inexplicavelmente, um sistema se apoderou de seu corpo, e ele iniciou uma tra