A Legista de Primeira Classe Deslumbra o Mundo

A Legista de Primeira Classe Deslumbra o Mundo

Autor: Azedo Q

[Autópsias] + [Investigação de casos] + [Intrigas de poder] + [A reconciliação mais doce que você nunca viu] No oitavo ano de Kaiyuan, Zhongdu recebeu uma extraordinária perita forense. Ela examinava cadáveres, analisava ossos, investigava casos sem solução; um feito após o outro, chocando toda a corte. Ninguém sabia que, sobre seus ombros, pesavam trinta mil almas injustiçadas. Ela queria ficar diante do poder imperial. Queria derrubar essa era próspera, falsa e podre! Só não se sabe quando aquele homem, de status nobre e altíssimo, que a contrariava em tudo, acabou se pondo à sua frente, protegendo-a de todas as lâminas, lanças, espadas e alabardas. Ele disse: “Yu, não tenha medo.”

A Legista de Primeira Classe Deslumbra o Mundo

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Capítulo 1 — Joguei as cartas na mesa; só cobiço a tua beleza

No oitavo ano de Kaiyuan, o norte de Meng foi derrotado. A cavalaria do Passo do Lobo avançou sem freio, e aos pés da Montanha do Outono jaziam milhões de cadáveres; o sangue corria em rios, ao ponto de o ar parecer saturado de um odor metálico tão denso que quase se podia tocá-lo.

À beira de um riacho verdejante, Fu Qingyu fitava em silêncio a água límpida até o fundo. Meio mês antes, esse mesmo riacho ainda estava tingido de vermelho.

— A Yu.

Uma voz refinada soou atrás dela.

Fu Qingyu ainda não havia se virado quando já sentia às costas o calor de um peito firme.

O aroma familiar a envolveu num instante, cobrindo-a por inteiro.

O coração de Fu Qingyu estremeceu. Ela se voltou e o empurrou, afastando-se dois passos antes de erguer os olhos para encará-lo.

O homem trajava uma túnica comum de tom azul-celeste. Seus cabelos negros estavam apenas presos com um grampo de pêssego que custara duas moedas de prata. Ainda assim, ele continuava deslumbrante como ameixeiras vermelhas sob a neve, belo como brumas rosadas e nuvens de brocado, de uma formosura sem limites.

— A Yu? — perguntou o homem, com o olhar tomado de dúvida.

— Xie An. — A garganta de Fu Qingyu apertou; ela engoliu em seco antes de reencontrar a voz. — Vamos nos separar.

Os olhos de Xie An se contraíram.

— Por quê?

— E ainda precisas perguntar? — Fu Qingyu sorriu de repente. — As pessoas sobem para onde há altura, a água desce para onde há profundidade. Tu és um doente, sem outra ocupação além de pescar, ler e cuidar do corpo, tão pobre que

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