A partir de 1937, um grupo de jovens ricos, cheios de patriotismo, juntou-se à força aérea chinesa, escrevendo um dos capítulos mais trágicos de toda a Guerra de Resistência. Em 2023, um jovem piloto, durante um treinamento de combate, saltou de paraquedas devido a uma falha na aeronave e, por engano, foi parar em Nanjing em 16 de dezembro de 1937; não muito longe dali ficava o aeródromo de Dacaochang, recém-ocupado pelo Exército japonês.
No sudeste da pátria, sob o céu negro como tinta, algumas aeronaves de combate das três e quatro gerações travavam um exercício noturno de confronto.
De repente, o motor de um dos caças começou a cuspir fumaça escura.
— O que houve?
— O avião do Li Hang apresentou defeito.
— Incêndio no motor esquerdo!
Dentro da aeronave, ao ouvir o alarme do sistema, Li Hang tratou depressa de conter a emergência.
Nesse instante, a central de comando falou pelo rádio:
— 152, informe a situação.
— Depois de engolir fumaça, o motor esquerdo entrou em surto e pegou fogo; a extinção falhou! — respondeu Li Hang, com calma, enquanto lidava com o perigo.
Então, o motor direito também começou a falhar.
— Alerta: sobretemperatura no motor direito, incêndio no motor direito, parada de ambos os motores.
Ao ouvir esse aviso, não apenas Li Hang, mas também todos os presentes no comando ficaram pasmos; muitos se endireitaram de súbito, alguns até se levantando.
Incêndio em dois motores não era assunto trivial. Todos sabiam o que vinha a seguir. Embora fosse doloroso, não havia alternativa: afinal, o piloto valia mais.
Esses pilotos haviam sido recrutados entre os melhores alunos do ensino médio, e, durante a universidade, recebiam treinamento custeado por instituições locais; passavam por três etapas — avião de instrução primária, avião de treino avançado, caça a jato — até se tornarem pilotos de caças pesados. Quanto custo fora empregado nisso?
A aeronave podia ser perdida e substituída. Mas, se o homem se perdesse,